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Fundação Astória e Néri – Centrinho realiza mutirão de cirurgias para a correção de fissuras labiopalatais

26/03/2023 - 10h42Por: SulbahiaNews/Bell Kojima

Foi iniciado na última sexta-feira, 24 de março, o mutirão de cirurgias para a correção de fissuras labiopalatais no Hospital Municipal de Teixeira de Freitas (HMTF). O mutirão é realizado pela Fundação Astória e Néri – Centrinho em parceria com os médicos Dr. Ernani Avelar, cirurgião plástico, Dr. Norberto Campos, pediatra, Dra. Viviane Neri, cirurgiã dentista e odontopediatra, Dr. Eduardo Missias, cirurgião plástico e Dr. Djalma Cordeiro, cirurgião bucomaxilofacial.

Em mais de 20 anos de realização do mutirão, os idealizadores do projeto já conseguiram realizar mais de 500 cirurgias, e a expectativa para o mutirão deste ano é muito positiva.

A Prefeitura Municipal de Teixeira de Freitas está dando todo o suporte de infraestrutura.

“Existe a equipe que já faz esse trabalho voluntário com o cirurgião plástico, enfermeiro e a equipe de apoio deles. O hospital oferta o centro cirúrgico, enfermaria e os insumos para que se resolva um problema de saúde pública, que é o lábio leporino que aflinge as crianças. É um problema que a criança nasce com ele. Existe uma estatística de um caso a cada mil nascidos”, disse o prefeito, Dr. Marcelo Belitardo.

Segundo ele, essa ação em conjunto com o hospital, a Secretaria de Saúde e a Administração Pública, ofertando a estrutura e a equipe que vai, de forma voluntária, prestar o serviço, consegue um resultado social muito importante.

“Fico muito feliz com isso. Parabéns a todos os envolvidos! Estou vendo aqui como ficou montada a estrutura da enfermaria. Tá lindo, está excelente, está caprichoso! Então isso nos deixa feliz, porque a gente está aqui prestando serviço para um cidadão não só de Teixeira de Freitas, mas da região, que tem um problema e será resolvido”, finalizou.

O Dr. Ernani Avelar, já acompanha o projeto há quase 8 anos, inicialmente como cirurgião e agora como cirurgião plástico.

“A gente atende essas crianças com fissura lábio palatal, que é uma deformidade muito estigmatizante para a vida dessas crianças. É uma fenda que essas crianças têm no palato e no céu da boca, que causa um estigma, tanto social, do aspecto estético da boca das crianças e até um estigma na questão do desenvolvimento cognitivo e da fala. Elas acabam ficando com a fala anasalada e com dificuldade para deglutir. Então, através de cirurgia a gente consegue fazer essa correção dessa deformidade, mudando de fato a vida dessas crianças” disse.

Fundadores do projeto há 26 anos, Dra. Viviane Neri e Dr. Eduardo Astória, cirurgião plástico atuam juntos para devolverem a cidadania às crianças atendidas no multirão.

A patologia em si, a fissura labiopalatal é uma doença congênita, na qual a criança nasce com uma deficiência de não fechamento do lábio ou do palato, ou de ambos. As cirurgias labiais são realizadas até seis meses e as cirurgias do palato são realizadas a partir de um ano e meio a dois anos. Em alguns casos, uma ou duas cirurgias são suficientes. Outros casos são necessários até seis cirurgias.

“Atendemos hoje aqui, por exemplo, casos novos, casos que nunca fizeram cirurgias. Atendemos casos que já fizeram cirurgias e que precisam de outras cirurgias e fazemos as revisões dos pacientes que nós já operamos em outros momentos. Geralmente, esses movimentos ocorrem duas vezes por ano e são semestrais, mas a equipe local está sempre presente, como a doutora Viviane e todos os outros médicos. Venho de fora, venho de Santa Catarina, me junto a eles e realizamos nesses três dias os atendimentos e as cirurgias”, ressaltou, Dr. Eduardo.

“Não são feitas somente as cirurgias, os pacientes são acompanhados por toda a vida. Além da cirurgia de correção do lábio e do palato, são juntamente feitos acompanhamentos ortodônticos, o qual é a parte da função óssea, até que se haja a correção total das funções”, enfatizou, Dra. Viviane.

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