O que se sabe sobre o caso da mãe presa após morte do filho em Teixeira de Freitas

Bruna Eduarda Dias da Silva, de 21 anos, foi presa na quinta-feira, 3 de abril, suspeita de envolvimento na morte do próprio filho, uma criança de apenas 3 anos, em Teixeira de Freitas, no extremo sul da Bahia. O caso gerou comoção na cidade e segue sendo investigado pela Polícia Civil.
De acordo com o delegado Ricardo Amaral, responsável pela apuração, o menino foi levado em estado gravíssimo ao Hospital Estadual Costa das Baleias no dia 25 de março. Exames constataram que a criança apresentava traumatismo craniano, fratura na clavícula e morte encefálica. O corpo também tinha manchas roxas no rosto e sinais de agressão física.
A mãe alegou que deixou o filho, Davi de Araújo Silva, sob os cuidados do atual companheiro, um adolescente de 16 anos, enquanto levava o filho mais velho para a escola. Segundo ela, ao retornar, encontrou o menino desacordado no berço. No entanto, o laudo necroscópico revelou lesões incompatíveis com a versão apresentada por ela, apontando hemorragia intracraniana traumática como causa da morte.
Diante das contradições, laudos técnicos e depoimentos colhidos por familiares e profissionais de saúde, a Justiça autorizou a prisão temporária da jovem. O celular dela também foi apreendido para perícia.
Além da investigação sobre a morte do menino, a polícia também apura a participação do adolescente de 16 anos e as circunstâncias de um incêndio ocorrido na residência da mãe dois dias antes da prisão. O fogo danificou móveis, eletrodomésticos e outros bens do imóvel, mas ninguém ficou ferido.
O caso segue sob investigação na Delegacia Territorial de Teixeira de Freitas.
10 fatos já conhecidos sobre o caso:
Data do ocorrido: A criança deu entrada no hospital em estado grave no dia 25 de março. A prisão da mãe ocorreu em 3 de abril.
Causa da morte: O laudo indicou hemorragia intracraniana traumática, além de outras lesões graves.
Sinais de agressão: O corpo da vítima apresentava hematomas no rosto, fratura e sinais físicos de violência.
Versão da mãe: Ela disse que deixou o filho aos cuidados do companheiro adolescente por um breve período.
Inconsistências: O depoimento da mãe não corresponde às lesões encontradas no corpo do menino.
Prisão temporária: Foi decretada pela Justiça com base em laudos técnicos e risco de interferência na investigação.
Aparelho celular apreendido: O telefone da mãe será periciado em busca de provas que possam ajudar a esclarecer o caso.
Investigação do adolescente: O companheiro da mãe, de 16 anos, também é investigado por possível envolvimento no crime.
Incêndio suspeito: A casa onde a mãe vivia com os filhos foi incendiada dois dias antes da prisão; as causas ainda são desconhecidas.
Caso em andamento: A polícia segue ouvindo testemunhas, analisando provas e não descarta novos desdobramentos.